Licença GPL é pirataria? Tudo que você precisa saber!

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Licença GPL… amada por uns, odiada por outros. Há algumas semanas antes desse artigo, uma das pessoas que trabalham comigo recebeu um questionamento sobre uma landing page que construí. O questionamento foi:

“Quem está pagando pelos plug-ins PRO que estão instalados no site?”

E minha resposta foi, simplesmente, “ninguém, são plugins licenciados por meio de GPL”.

E então, uma rápida pesquisa no ChatGPT retornou a errônea informação de que um licenciamento GPL é pirata, quando na verdade, não é, e iniciou-se uma discussão. Mas entender isso não é um processo simples, e vai ser pior ainda se ao pesquisar, você der de cara com essa thread do Reddit, e por isso, achei interessante dedicar um tempo para construir um artigo que vai auxiliar na compreensão do assunto e fazer você e outras pessoas economizarem dinheiro, e ao mesmo tempo, não abandonar os recursos que tornam seu projeto profissional, bonito e funcional.

Por que na maioria das vezes usamos licenças GPL?

Antes de começar a explicar o que é uma licença GPL, eu quero que você entenda o que nos leva a utilizar licenças GPL. E a resposta é simples: o preço das assinaturas sem elas.

Se eu fosse repassar o custo de cada plataforma de recursos que eu utilizo para criar uma página para um cliente pequeno, a mensalidade (isso mesmo!) poderia chegar a mais de 100 dólares/mês, chutando baixo. No lugar de pagar somente sua hospedagem (que até a data desse artigo gira em torno de R$ 50/mês ou R$ 300/ano), você passa a pagar também a manutenção de todos os recursos utilizados.

Ah, você viu que tem duas moedas, né? O mercado dessas coisas no Brasil ainda é muito fraco. A maior parte dos fornecedores são internacionais e cobram em dólar. Então é isso mesmo que você leu.

Qual o critério para usar um recurso disponibilizado por GPL?

O principal critério para definir se vou ou não usar um recurso em GPL é o tamanho do projeto e a demanda do cliente. O fato é que muitas empresas simplesmente não conseguem e/ou não precisam dolarizar a planilha de gastos com esse tipo de recurso só para ter uma página ou site.

O que você PERDE usando licenças GPL?

Em termos de segurança, é indiferente se seguirmos todos os protocolos de segurança básica corretamente. O único risco potencial é a falta das atualizações automáticas, exposição constante a riscos ou a obtenção de recursos a partir de fontes não confiáveis, algo que já vou falar sobre. Todos esses itens podem ser compensados com a adição de recursos de segurança. Mas para gerar um risco grave de invasão ao site, roubo de dados ou crime cibernético é preciso que haja um combo de fatores potencialmente desastrosos.

Riscos da Licença GPL

Qualquer um que se depare com a thread do Reddit que mencionei no começo do artigo, vai ficar imediatamente preocupado. É compreensível, e o risco de problemas é baixo, mas não nulo. Certos tipos de site JAMAIS podem correr esse risco. Mas no geral, sites que não utilizam informações sensíveis, não processam pagamentos e não são completamente abandonados não costumam enfrentar nenhum problema com o uso de recursos instalados com a licença GPL.

Como eu administro recursos usando licença GPL?

Primeira coisa, é fazer a análise de risco.

Depois, eu sempre compro, nunca baixo de graça, e procuro informações do fornecedor. Existem vendedores que assinam e compram diretamente do site oficial, baixam a versão original e vende por um valor simbólico. Eles também criam plataformas onde disponibilizam atualizações por um tempo. A licença GPL permite que eles façam isso, é legal. As vendas, geralmente em torno de R$ 15 a R$ 20, pagam o investimento rapidamente e ajudam os lojistas a melhorarem a reputação de suas lojas.

Em seguida, instalo ferramentas de segurança e auditoria para que seja possível acompanhar mudanças nos arquivos do site ou a criação de usuários invisíveis, e por último mas não menos importante, o bom e velho backup.

Voltando ao assunto

Licença GPL é pirata ou não, afinal de contas? A verdade é que parece e chega perto, e o ponto crucial onde ambos se separam é a intenção.

E agora, vem um plot twist engraçado: um recurso instalado sob a licença GPL vai estar em um… GPL gigante, que é o WordPress. Sim, isso mesmo, o WordPress nada mais é do que um GPL gigante.

Isso porque o significado de GPL é “General Public License” e foi desenvolvida em 1989. Contextualizando rapidamente, você não pode simplesmente pegar um software qualquer e melhorá-lo para atender você ou um grupo de pessoas específicas ou simplesmente estudá-lo, pois a maioria deles são protegidos por lei através de outras licenças. Com essa barreira e com as limitações comerciais e industriais de software e as burocracias envolvidas, comprar uma licença para modificar ou estudar era um processo muito difícil.

E nesse contexto, surgiu então o licenciamento GPL.

Desenvolver uma aplicação em GPL traz muitas vantagens de mercado: apesar do alto risco e dos valores empregados, o desenvolvedor cria um ecossistema poderoso capaz de integrar recursos e atingir inúmeras pessoas e públicos, desde outros desenvolvedores até outros estudantes e, infelizmente, piratas.

Sendo 100% GPL, o WordPress obriga que seus recursos também sejam. O que as plataformas que trabalham dentro do ecossistema WordPress vendem não é o plugin, e sim o suporte, recursos e itens exclusivos. Empresas que começaram com pequenos desenvolvedores, como o Elementor, criado por dois israelenses, se tornaram empresas milionárias com empresas globais em seus portfólios, e a comunidade segue crescendo todos os dias.

O resultado disso é que ele se tornou a plataforma de criação de sites mais famosa e usada do mundo.

Todos os plugins e recursos, inclusive os que você pagar caro na assinatura, também são GPL por padrão e podem simplesmente ser compactados numa pasta e vendidos em qualquer lugar. A pirataria começa no momento em que você modificar esses arquivos com o intuito de prejudicar outras pessoas. Ou seja, assinando ou comprando um recurso, ele não vai deixar de ser GPL.

Sim, agora você entende qual é o ponto onde a licença GPL se torna pirataria: na forma de usar.

Se você entende algo de computadores, entenda o WordPress como se fosse o Linux: você pode modificá-lo, pode mexer, criar recursos, melhorias, mas não pode simplesmente fechar o código, falar que é seu e vender sob outra licença, pois o código original é protegido pela GPL.

Eu vou usar GPL no seu projeto caso você me contrate?

O único plugin que até então utilizávamos para a criação de sites dos nossos clientes sob a GPL era o Elementor. Porém, em 2026, a empresa do Elementor decidiu ampliar suas operações para o Brasil, disponibilizando valores em BRL (R$) bem interessantes. Agora, todas as pessoas que trabalharão comigo serão questionadas com base em análise técnica como desejam proceder.

Ainda posso ajudar?

Se você ainda tiver dúvidas ou deseja criar alguma infraestrutura web, basta entrar em contato comigo clicando aqui. Ou você pode ver todos os serviços clicando aqui.

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Vinicius Moises

Expert em Design Gráfico | Gestão de leads | Web Design

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